PRÓTESE TOTAL DO JOELHO

PRÓTESE TOTAL DO JOELHO

 

 

 

• Intervenção

Este procedimento cirúrgico envolve a substituição das superfícies articulares do joelho desgastadas, por um implante artificial que reproduz as superfícies articulares, permitindo restaurar um novo espaço articular para que o joelho permita uma nova função nos 3 planos de movimentos.

A peça femoral do é produzida em aço inoxidável, que se encontra colocado na extremidade inferior do fêmur. O implante tibial que é fixado na tíbia, também é de metal, interpondo se entre estes dois componentes metálicos, uma espessura de "plástico" (polietileno altamente reticulado) que permite o deslizamento das 2 superfícies metálicas, quando o joelho é fletido e estendido. Na maioria dos casos também substituo a superfície articular da rótula, por um implante 'plástico', de forma a permitir um deslizamento otimizado da rótula contra a face anterior do fémur.

Existem tamanhos diferentes a medida de cada doente, de forma a corresponder às diferentes variações anatômicas.

A aplicação da prótese exige uma ressecção óssea habitual mínima de 8 a 10mm no fémur e na tíbia, sendo que a fixação da prótese ao osso, é feita através de um cimento biológico que endurece por polimerização.

É necessário diferenciar as próteses que substituem todas as superfícies articulares do joelho (Prótese total do Joelho) e as próteses uni compartimentais, que podem ser úteis quando há um desgaste limitados a um dos 2 compartimentos, de dentro ou de fora do joelho, entre o fêmur e a tíbia.

A prótese total permite "tratar" todas as formas de artrose, habitualmente em pacientes com idade superior a 60 anos. A prótese Uni compartimental, tem indicações mais estritas (artrose limitada a 1 compartimento, não ter com excesso de peso, não ter instabilidades importantes no joelho….), mas é uma prótese muito útil, visto que mantém a grande maioria do “stock” ósseo do joelho, ficando no final da cirurgia um joelho pouco mexido do ponto de vista cirúrgico, com uma recuperação muito melhor e mais acelerada.

A durabilidade da prótese total do Joelho é de 15 a 20 anos, sendo no entanto possível, no caso de falência do implante ou desgaste, trocar a prótese, que atualmente é uma intervenção com uma boa taxa de sucesso.

• Precauções pré-operatórias

Existe um risco maior de infeção da prótese se houver uma infeção dentária ou urinária, que deverá ser controlada e estabilizada antes da cirurgia. Existem ainda estudos recentes desenvolvidos nos E.U.A. que demonstraram que se o joelho for infiltrado recentemente com um derivado da Cortisona, o risco de desenvolver uma infeção também é maior. Sendo assim, é lógico, que nestas situações deve se adiar a operação alguns meses.

Na consulta pré-operatória e anestésica, são solicitados exames (analises electrocardiograma, Rx Tórax, Ecocardiograma…) e é avaliado o risco anestésico. Permitirá ainda tirar dúvidas com o doente relativamente ao tipo de anestesia, bem como a necessidade de realizar transfusões no pós-operatório.

• Hospitalização

Habitualmente o Paciente dá entrada no Hospital ou Clínica da OrtopediaJoelho, na véspera da intervenção ou 4 a 5 horas antes da Cirurgia, que irá demorar aproximadamente de 1 hora e 30 minutos. No pós-operatório, a dor é minimizada por uma anestesia loco-regional que dura 48 horas, pela aplicação local de anestésicos e pela perfusão de analgésicos. A Hospitalização dura cerca de 5 dias, havendo uma variação individual. Aplica se um dreno na cirurgia que é removido nas primeiras 48 horas. A reabilitação começa no dia após a cirurgia e é essencial para recuperar as amplitudes articulares, reaprender a andar e a subir e descer escadas. Nesta fase importante a equipa de Fisioterapeutas da OrtopediaJoelho é vital na recuperação otimizada do paciente.

• Reabilitação pós-operatória, retoma das atividades e resultado final

A reabilitação pode ser realizada num centro de fisioterapia ou de forma mais individualizada no domicílio por um fisioterapeuta da OrtopediaJoelho. A flexão do joelho deverá no fim da estabilização da evolução da recuperação atingir 120º de flexão e extensão completa – 0º. Como medida de precaução, as canadianas deverão manter se por 30 dias, apesar de termos alguns doentes que conseguem sem dores caminhar sem canadianas logo na 1ª semana após a cirurgia. A condução de automóveis é habitualmente possível após 30 dias.

Mesmo que a recuperação da flexão e que a recuperação funcional seja rápida, é muito importante ser cauteloso e não se exceder na realização de esforço excessivos, durante os primeiros 6 meses, sendo que o risco maior é a fratura (sobretudo após queda). É importante procurar um auxílio para ajudar a sentar num banco baixo e usar o corrimão nas escadas.

Entre os 3 e 6 meses pós-operatório, o estado final é geralmente é alcançado. Isso permite uma marcha ilimitada, em estradas ou caminhos não muito íngremes. A atividade física é permitida, mas deve evitar choques, agachamento. Os deportos que recomendamos são: caminhadas, natação, hidroginástica, ciclismo. Não aconselhamos desportos motorizados ou de inverno, devido ao risco de fratura.

• Complicações

Como qualquer procedimento cirúrgico, há um baixo risco de complicações. Além dos riscos comuns a qualquer cirurgia (problemas de anestesia, trombose venosa, embolia pulmonar), existem os riscos mais específicos para esta cirurgia.

No pós-operatório, o hematoma, que pode ocorrer apesar da colocação de dreno pode provocar dor e retardar a reabilitação.

A rigidez, com dificuldade para dobrar o joelho existe, em relação com fenómenos inflamatórios, desencadeados após a cirurgia.

As infeções são raras (0.5) mas representam um grave problema. Podem acontecer rapidamente após a cirurgia (infeção hospitalar), mas o risco a medio longo prazo, nunca é inteiramente nulo, pois existem infeções de prótese, secundárias a uma infeção remota (infecção urinária, dental, pulmão, etc.). A infeção pode requerer, a mudança da prótese, habitualmente em 2 tempos, com uma fase intermedia sem prótese de várias semanas, que é essencial para curar a infeção.

A OrtopediaJoelho, trabalha diariamente com padrões de qualidade, ao nível dos maiores centros mundiais ortopédicos, com base nos conceitos científicos e técnicas cirúrgicas mais atuais e avançadas. Estamos sempre disponíveis para esclarecer qualquer dúvida que tenha relativamente ao procedimento cirúrgico que vai ser submetido, se não encontrar neste nosso artigo a informação que procura, contacte nos ou procure nos num dos nossos locais de consulta.