FRACTURAS DA RÓTULA

A rótula é um osso sesamóide. Ela é recoberto interiormente com cartilagem que se articula com a face anterior do fémur, permitindo um deslizamento otimizado durante a flexão e a extensão do joelho.

 

patela

 

O polo superior da rótula do joelho está conectado aos músculos anteriores da coxa (vastos e recto femoral) pelo tendão quadricipital. O polo inferior está conectado á tíbia (tuberosidade tibial) pelo tendão rotuliano. Esta disposição tem o efeito de multiplicação da ação do músculos quadricipitais ( "alavanca") com objectivo funcional de extensão da perna.

 

 

As fracturas da rótula ocorrem na maioria dos casos, após um impacto ou traumatismo direto, sobre a rótula por queda ou através de uma contração violenta do quadricípete, associada a flexão da perna.

Os sinais clínicos incluem dor marcada, incapacidade para mobilizar o joelho (sobretudo para esticar a perna) e inchaço no joelho causadas por hemorragias na articulação.

O Raio-X é o exame de eleição para confirmar o diagnóstico clínico.

Existem vários padrões de fractura, que enquanto especialista do Joelho, me permitem decidir, o tratamento mais favorável (conservador ou cirúrgico) com vista a obtenção dos melhores resultados para os doentes que recorrem a nossa unidade.

A fractura pode ser simples (dois fragmentos) com linha de fractura vertical ou horizontal.

 

Por vezes em fracturas muito fragmentadas e complexas, existe necessidade de realizar um TAC para identificar especificamente todos os fragmentos da fratura para elaborar uma plano pormenorizado, sobre modelo computedorizado pré operatório de reconstrução anatómica da rótula. Como de um Puzzle se tratasse.

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 A Ressonância Magnética podá ter importância quando necessito de avaliar se existe algum dano na cartilagem de revestimento, que possa necessitar de um gesto cirúrgica complementar sobre a cartilagem.